Cartilha do Socorro

Maior parte dos trabalhadores desconhece procedimentos para casos de acidentes.
Prestar socorro quando um colega passa mal ou sofre um acidente no trabalho é importante. Mas existem algumas regras para evitar que a situação se agrave ainda mais. “O socorro deve ser prestado por alguém que conheça os procedimentos. Em geral, a responsabilidade é das brigadas de incêndio ou da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa) das empresas”, explica Alex Bousquet, oficial-médico do Corpo de Bombeiros e diretor da Saver, consultoria de treinamento em segurança no trabalho.

Segundo Bousquet, há muita desinformação sobre socorro. “A maioria dos funcionários não sabe a que setor recorrer quando acontece um acidente”. A primeira etapa do curso ensina a prever situações de risco, como escadas escuras, cheiro de gás etc.Qualquer irregularidade deve ser comunicada ao setor responsável, mas há procedimentos que qualquer um pode conhecer.


Ao sentir cheiro de gás, por exemplo, não se deve acender ou apagar luzes, para evitar explosão. Uma pessoa que recebeu descarga elétrica não pode ser tocada enquanto a chave de energia estiver ligada. Um afogado só pode ser socorrido por alguém que saiba nadar muito bem, para que não sejam dois afogados. A recomendação de Bousquet é que se chame sempre o socorro especializado.


Outro erro comum acontece no socorro aos queimados, quando passam pomadas no seu corpo. “A vítima sofre duas vezes, porque a substância é removida no hospital. Se ela estiver em chamas, pode ser rolada no chão ou abafada com coberta. A única medida é jogar água filtrada, fresca ou da geladeira, para resfriar o corpo. Se o caso for muito grave, é melhor esperar o Corpo de Bombeiros chegar”, recomenda Bousquet.


Fonte: Odia